Sunday, July 31, 2005

O Taylor se foi

Como o título ja diz o Taylor se foi. Na verdade ele foi arrancado de mim. Foi um momento desesperador, angustiante e muito triste. As lembranças que tenho dele são as melhores. Nunca fez nada a ninguém, era um exemplo, as vezes corria muito para ajudar os outros e esquecia um pouco de si mesmo, mas quem não faz isso de vez enquando. A melhor parte era quando saímos juntos, muita gente olhava com inveja. Desculpa! Ah, desculpa nada, nós dois gostavamos quando olhavam. Ele um sedutor, tinhamos uma relação maravilhosa, de dar e receber. Ele as vezes reclamava de uma dorzinha ou uma fome súbita nos horários mais inadequados, mas eu sempre o acompanhava, não poderia ser diferente, eu precisava dele e ele de mim. Tudo estava maravilhoso, até que no dia 17 de janeiro de 2005, no começo do ano, estavamos felizes voltando para casa depois de ter ido despedir de alguns amigos que não viamos a muito tempo (alguns anos) no aeroporto que estavam voltando para casa. Até as 22:27 tudo estava perfeito, lindo, quase um sonho, foi quando de repende, nos pararam e levaram o Taylor. Meu lord inglês, minha paixão, meu carinho, meu prazer, parte de mim estava indo embora. Fiquei desemperada, não descontrolada.

Mais uma coisa que estão tirando de mim, que vida injusta! A 2 anos meu tio quase pai morre segurando minha mão. Eu sem reação e tendo que resolver tudo, até assinar para ele ser enterrado. Tudo eu resolvi, depois de algum tempo, o coração começou a reclamar do sufocamento das palavras que não foram ditas, não foram sofridas, vividas, que tiveram que esperar porque aquele não era o momentos. Precisavam de mim, eu tinha que estar controlada e fria para fazer o que me tinham pedido como último sussurro, quase calada, apenas compreendido.

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